Antes de tudo, sejamos francos!

Primeiramente, apresento-me. Nada mais sou do que uma singela amadora na arte de escrever. A proposta de meu blog é apenas publicar escritos velhos versificados por mim e aperfeiçoar idéias novas. Deixo este recanto para pessoas que simplesmente amam poesias como eu, sem meios termos, sem pretensões demasiadas por trás da brincadeira e do encanto que é tecer uma estrofe. Não gostaria de rotulá-lo - o Suicide Virgin - como gótico, porque sinto que meus poemas vão além, envolvendo a vida, o amor, a felicidade e até mesmo a morte por esta ser parte da vida. Não havendo limites na hora de escrever, também não limito meus poemas. Peço com veemência a todos que por aqui passarem que se sintam a vontade nesta página bem como nas páginas dos escritores que recomendo. Apenas não serão aqui toleradas ofensas à minha pessoa e ao meu trabalho. Criticar é possível, desde que de forma construtiva e que não venha a ridicularizar a expressão pessoal. Exponha seus pensamentos de maneira madura e será retribuído. Trate como quer ser tratado: é a única regra que sigo. Aos demais, sintam-se em suas casas, pois este é meu lar, meu castelo, e a todos recebo com mãos cheias de gratidão. Lembre-se: cada comentário deixado é um ímpeto a mais para um novo poema.


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domingo, 6 de setembro de 2009

Partir sem retorno


Despeço-me de ti, oh mundo ingrato
corrói-me com teus olhos tão devassos
velando, mais sedento qual quimera
meu sangue a ensalitrar com negra inveja
não temo esconjurar: sinto-me me morto
- ao partir sem retorno!

Arranca de tua teia meus pertences
não devo mais à terra minha semente
Pressinto em pesadelos, novos ares
não belos, mas esperançosos lares
e a mácula da carne aflora ao rosto
- e diz: partir sem retorno!

Não cabe em mim o fel do desengano
Ao fim dos descaminhos, falhos planos
ao fim do riso, o choro ensanguentado
ao fim da vida, um túmulo cravado
sepulto, encerra um fétreo já oco
- e nele, a partir sem retorno!

Enlaçemos nossas mãos, façamos preces
aos anjos não clamei pois não merecem
ao tempo não pedi mais que a dormência
Não há quem sentirá minha tola ausência
entrego ao deus dos dias frágil corpo:
- e me deixe partir sem retorno!

A pausa


Enfim, setembro. Este é um ano muito especial para mim. O ano de minha formatura, o ano de meu primeiro trabalho em um curso de idiomas, o segundo ano ao lado de meu grande amor... Tudo isso foi de grande valia para mim. Apesar de considerar que este foi um ano fraco para poesias, e também um ano em passei muito distante de meus amigos reais aqui da cidade pequena e pacata onde eu vivo, foi um ano que aperfeiçoei meu espaço virtual e que fiz grandes amizades que me enriqueceram através da blogosfera. Não foi uma, nem duas as vezes que me identifiquei com blogueiros humildes, de coração aberto para a troca de experiências e seus escritos. Tudo isso muito gratificante para mim. Começei um caso de amor com meu blog - sim, tenho muito cuidado por esse espaço e só gostaria de dizer com dor no coração que por força do destino, estarei dando uma pausa nas postagens. Diria assim, estou começando uma vida noutro lugar, e enquanto não me fixo, ficarei incomunicável por algumas semanas. Peço a todos perdão pela ausência e peço que não deixem de visitar este recanto. Cada palavra será retribuida de coração cheio... e a todos que seguem cada letra do blog. Em breve, o mais rápido possível estarei retornando, com poemas, contos, ou mesmo desabafos. Não vou citar nomes porque todos merecem e ganharam respeito dessa leitora aqui. Milhares de abraços e fiquem ai em cima com a poesia que será meu lema até a volta.

sábado, 29 de agosto de 2009

Enredo


Eu sou a história de amor

que o destino escreveu e não continuou

Eu sou o príncipe que morreu de solidão

e a mocinha que se matou!

Eu sou o pão

que o Diabo amassou

e que depois você cuspiu!

Eu sou a vela que se apagou,

a planta que não vingou

e o rosto que você não viu!

Eu sou o som de choro na madrugada

a mão do pedinte na calçada

o pesadelo que nunca acaba

e a música desafinada!

Sou a pedra no sapato

o erro no fim do ato!

Eu sou um acidente do futuro

disfarçado de passado

- hoje perdido no presente ignorado!

Eu sou o indigente

a sobra de sonhos... o ausente

e a gota de lágrimas que cai sem parar

- Eu sou a estrela cadente

que cruzou o céu e caiu no mar

mas você não fez nenhum pedido

quando me viu passar!

 
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